Dia 13 de Maio, fizemos nossa rotina de sempre. Acordamos e fomos à padoca tomar nosso café da manhã.
Só que era o tal do Dia das Mães, e eles distribuíam flores, rosas, às mães presentes. Eu entrei e fiquei na minha. Tomei meu café de sempre. Quietinha. Marido me olhou, e entendeu no olhar o que eu estava pensando...
Na hora de sair, fui me escondendo, passando entre as pessoas, e fugindo da menina das flores. Não queria responder as suas perguntas, ou pegar a flor. Não queria dizer que eu (ainda) não era mãe.
Mas ela me achou. Me olhou, sorriu discretamente, não disse nada e me entregou a flor. Eu peguei.
Cheguei em casa, coloquei no vaso e ali a deixei. Até agora. Já se foram 10 dias.
A flor desabrochou e se recusa a morrer. Assim como a minha esperança. A nossa, aliás. Está lá, cada vez mais vermelha, cada vez mais aberta. Tem sim, lá seus pontos escurecidos, a ação do tempo está marcada em suas pétalas, mas ela resiste.
Minha Esperança também. Apesar dos sinais não serem bons, da TPM que me ataca disfarçadamente e do 2º teste que fiz esse mês (anteontem) ter dado negativo. Eu ainda prefiro acreditar.
Continuo no aguardo.
aguardemos as cenas do próximo capitulo.







