domingo, 29 de maio de 2016

O que ninguém te fala sobre a cesárea.


  • Dói. Dói muito, mas muito mesmo. 


Ah, mas minha amiga estava super bem depois, andava, e tal... Não se deixe enganar, ela está severamente SEDADA. Medicação fortíssima que no meu caso não me foi dada porque eu sou alérgica a AINES (anti-inflamatórios não esteroides). Daí minha amiga, eu não sei o que é pior; a minha dor angustiante, (de chorar mesmo) de precisar de ajudar para se mexer na cama, ou a sua amiga que não sentiu nada (por estar sob medicação) e não perceber o grau da cirurgia que ela passou. Cesárea é cirurgia e não parto!!


  • A cicatriz é feia. Horrenda. E vai ficar ali para sempre.

  • Você vai sentir eles mexendo em você, vai sentir uma pressão, um puxa estica. Não é legal.



  • A descida do leite é dificultada e pode não acontecer. No meu caso sou eternamente grata ao lactário do hospital.



  • A medicação dada (MORFINA) causa uma coceira animal depois. É de enlouquecer.



  • O nascimento do seu filho vai ser no esquema "sem emoção". Aquela montanha russa para criança, que dá frio na barriga, mas não descabela.



  • Muitas, mas muitas drogas são aplicadas. Grande parte passa pela placenta e vai para o seu bebê ou para o seu leite.



  • Eles vão te "apagar" logo após o nascimento. Você vai acordar na sala de recuperação, sozinha, sem bebê, com uma coceira no corpo todo.



  • Você será depilada pela equipe de enfermagem. Com gilette mesmo.



  • Eles colocam um cateter na sua uretra (entra pelo clitóris) para coletar a sua urina e só vão retirar isso quando você estiver no quarto. É retirado a sangue frio mesmo, viu.



  • Você terá dificuldades para fazer cocô. Eu que normalmente vou ao banheiro 2 vezes por dia, nunca fiquei constipada, só consegui ir ao banheiro depois de 3 dias da cesárea, com o uso de laxantes fortíssimos e supositórios. Pode ser que você precise de um enema. 

  • Você não vai sangrar muito. Eles limpam você (seu útero) por dentro. Leve absorventes, mas não precisa ser daqueles gigantes.

  • Você vai querer uma comida leve depois. Eu só consegui comer purê com carne moída. E a primeira refeição meu marido me deu na boca. Eu mal conseguia me mexer.













quarta-feira, 25 de maio de 2016

Relato de Parto - Uma cesárea traumática II

Você deve estar se pensando... mas o importante é que eles estão aí com você, saudáveis, felizes...

Pois é.. não é bem assim. 

As escolhas da via de parto influenciam em todo o resto. A Melissa nasceu com apgar 2. O Marcelo com apgar 8. Isso é grave e não sei qual será o impacto que isso levará na vida deles. A anestesia pegou na Melissa e ela nasceu completamente sem reação e precisou ser reanimada. Ambos foram direto para UTI neo, e isso gerou traumas no Marcelo que serão irreparáveis. Quando ele veio para casa, tocar nele, tirar a roupa dele era um martírio para o pobrezinho. O toque para ele significava que alguém iria machucá-lo. Imagina o impacto disso na vida dele?

Dói em mim. Dói neles. 

Anestesia geral deveria ser mais esclarecida, e eu não fui alertada dos riscos. Fora o fato de eu não presenciar o nascimento dos meus filhos, sabe o que eu senti. NADA. Emoção? Nenhuma. Um dia eu tinha uma barriga, no outro vazio. Por semanas eu não conseguia identificar e me conectar com meus bebês (e ainda é difícil) porque sinto uma lacuna, um sentimento estranho, algo falta. Foi um milagre eu ter leite. Foi, e é, um milagre eu conseguir amamentar meus filhos. Eu olhava as encubadoras, sentava-me entre eles, olhava, olhava, mas não rolava nada. Só medo. Um abismo. Um vácuo. Limbo.

Esse vínculo que me foi tirado, só o tempo conserta. Muita terapia ainda vai rolar.

Marcelo e Melissa nasceram por volta das 6:30 da manhã. Eu os vi no fim da tarde.  Fui de cadeira de rodas até a UTI. Eu precisava vê-los e por mais que me dissessem que eles estavam bem, eu não acreditava. Eu não havia visto eles nascerem.

Não houveram visitas no hospital, afinal eu estava o tempo todo na UTI ao lado deles. Nos intervalos, eu ia para o lactário. Tudo isso me arrastando, porque, vou te falar, as dores são imensas.

Primeira vez que peguei a Melissa no colo.
Veja ela estava sedada. Era tiquinha e eu não sabia o que fazer com ela. O medo de quebrar era avassalador. Minha vontade era sair dali correndo com ela. Tão frágil. Ela foi mamar no peito com 3 dias. Pegou bem, mas dormia fácil. Foram dias difíceis.

Aqui, quando Marcelo tirou quase todos os tubos e começou a mamar. Uma mãe acabada pela correria  casa-hospital.

Depois de 20 dias pude amamentar o Marcelo. Ele foi mais difícil, mas logo pegou o jeito. Era guloso!

Foram dias de tormenta. Não desejo à ninguém. Mas passa. O dia mais feliz e o mais triste da sua vida tem algo em comum, ambos vão passar. Hoje cada dia é uma nova descoberta, novos desafios. Todo dia, um pouquinho de mim morre e outra eu nasce. É uma metamorfose, uma transição, daqui alguns meses eu escrevo novamente tendo uma nova perspectiva dessa nova vida.

Aguardem!


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Relato de parto - Uma cesárea traumática.

Quem me acompanha desde o começo sabe que eu sou fãzona do parto normal. Eu me preparei anos e anos para isso. Eu estudei, eu procurei um médico humanizado, eu tinha uma doula.
O que eu não tinha era controle, e o desenrolar da história veio para me provar isso: A vida não se controla.

Quando descobri a Atresia de Duodeno, eu já desconfiava que meu sonhado parto natural não aconteceria, mas sempre há uma pontinha de esperança. E eu me agarrei à ela.

Mas a realidade bateu à porta e, ao ter o diagnóstico do Marcelo, procurei a opinião de alguns cirurgiões pediátricos e todos me indicaram o hospital Santa Joana. Nacionalmente conhecido como campeão das cesáreas, ele não fazia parte da lista de hospitais que eu havia cogitado para ter meus filhos. Conversei com meu obstetra Dr. Braulio Zorzella, e ele me disse que não atendia no Santa Joana. Eu via minhas chances se esvaindo... a cada dia um empecilho. 

Bom, era dia 5 de Janeiro, eu estava enorme, cansada. Tomava diariamente minhas injeções de anticoagulante, estava já sem posição e o polidrâmnio havia voltado após apenas 2 semanas da última amniorredução. Eu já cogitava fazer uma segunda, estava determinada a levar a gestação até as 38 semanas, pelo menos.
Fui ao posto de saúde buscar uma receita para pegar o Clexane na rede pública. Voltei para casa, almocei e me deitei para uma soneca da tarde. Senti algo molhado na calcinha. Fui ao banheiro e estava levemente molhada, achei estranho, coloquei um absorvente diário e resolvi aguardar. 5 minutos depois estava encharcado. Mostrei para minha mãe, chamei um táxi e fui para o Santa Joana, achei que era hora.

A bolsa estourou e eu estava com 31 semanas. Putz! E agora. Liguei para meu obstetra anterior, Dr. Nisida. Me internaram, óbvio, mas como não haviam contrações, a conduta foi esperar. Sim é possível esperar com bolsa rota. Eu fiquei internada por 3 semanas. Com 3 dias o líquido havia parado de vazar, e a bolsa encheu novamente. Teve até polidrâmnio de novo. Depois de 7 dias, vazava lentamente, mas eu bebia muita água, e isso ajudava a manter meu menino dentro d'água. 
Quando completei 34 semanas, meu médico sugeriu agendarmos a cesária. Disse que a partir desse momento o risco de infecção (que sempre existiu, por isso a internação) era maior do que o risco deles nascerem muito prematuros. Eu disse não. Isso era uma sexta-feira. No sábado comecei a sentir contrações pela manhã. Aguardei e não chamei o médico, e perto do meio-dia, haviam cessado. No domingo a mesma coisa, começou e parou. Na segunda-feira, de novo, de tarde haviam cessado. 

Na segunda-feira à noite, eu me sentia estranha... pedi para a enfermeira rodar um cardio-toco antes de eu aplicar o Clexane (a cesária precisaria de 12 horas para ser feita após o uso do anticoagulante) Ela assim fez, e nada... nada de contrações. Apliquei a medicação... só que então... 3 horas depois eu acordo com contrações. UMA ATRÁS DA OUTRA. Rodaram o cardio-toco, e tava lá... ritmadinho. Logo veio a médica do plantão me avisando que ela "terminariam a gestação ali". Sem mais, sem menos. Era o Santa Joana lembra, padrão em humanização, sqn. :(

Eram 3 horas da manhã. Pedi que ligasse para meu obstetra, (a essa altura eu já consultava dois obstetras, o humanizado e o regular, não deixei a humanização porque eu ainda acreditava no Parto Natural). Ligaram para o Dr. Nisida. Ele pediu para me encaminharem para o centro cirúrgico. Ele não quis arriscar o parto normal, mas para piorar tudo, tinha mais um problema... eu havia tomado Clexane a menos de 12 horas, e você sabe o que isso queria dizer? Anestesia Geral.  Gelei. Eu não veria meus filhos nascerem. O médico fez uma pressão, botou um medinho de leve, disse que se esperássemos poderia ser tarde demais, as contrações poderiam ritmar e a cesárea poderia não ser mais uma opção... eu não tinha dilatação, eu queria esperar, mas tinha medo. Na hora pareceu a coisa certa a fazer... minha doula havia viajado de férias...

Me apagaram no centro cirúrgico.

Eles nasceram.
Eu não vi.

Quando acordei sentia dores horríveis. Muita dor. Mas e meus filhos? O que aconteceu? Meu marido me mostrou essas fotos:

Melissa

Marcelo
E foi assim que conheci meus filhos.

Continua...







quarta-feira, 4 de maio de 2016

Atresia de Duodeno - Dupla Bolha no Usg. E agora?

Eu estava com 26 semanas de gestação (gemelar) quando marquei o 3º ultrassom morfológico. Eu nem sabia que havia um 3º... Todos os usg que eu havia feito (e foram muitos) eu fiz no laboratório do Fleury do Paraíso e todos com o mesmo médico. Todos até aquele momento estavam normal. Foi quando descobrimos que um dos nosso gêmeos apresentava um sinal de dupla bolha e excesso de líquido amniótico na bolsa dele. Até então eu não sabia que muito líquido poderia ser um problema. O médico, foi muito delicado e no fim do ultrassom me falou da dulpa bolha. E não falou nada além disso. 

Veja, todos os outros morfológicos, ou usg não apontaram problema algum. 

Saí do laboratório, vi o laudo ("sinal de dupla bolha - possível atresia de duodeno") usei o google e meu mundo caiu. 

30% dos casos estão ligados à Síndrome de Down. Todos os casos são cirúrgicos. Liguei para meu obstetra. Ele confirmou o que dizia o google

Meu menino nasceria e teria que passar por uma cirurgia logo depois. E sim haveria a chance dele ser Down. Veja os morfológicos anteriores mostram apenas que as chances são pequenas, 1 em 2000. Mas existe. O único exame que diz com 100% de certeza é o cariótipo. E isso ou se faz com punção do líquido amniótico (há riscos) ou depois do nascimento. Eu optei por saber só depois que eles nascessem. 

Mas a atresia tem um outro efeito, o Polidrâmnio (aumento do líquido amniótico) e isso fazia o tamanho do útero crescer demais e em uma gestação gemelar, era como se eu estivesse com 3 bebês na barriga... com 29 semanas eu não conseguia dormir, ou respirar... daí agendamos uma amniorredução:  ou seja injetar uma agulha no útero, (com anestesia local somente) e drenar lentamente o excesso de líquido. Dói. Tem contrações, é arriscado. Tiraram 2 litros de líquido. Fiquei 3 dias internada para reduzir as contrações. Deu um grande alívio... e colhemos também o cariótipo, só que esse exame demora mais de um mês para ficar pronto. 

Durou 2 semanas e eu já sentia dores e desconfortos novamente. Dormir, só sentada. E mesmo assim, minha bolsa rompeu com 31 semanas.

Fui internada, e meus bebês nasceram com 34 semanas. Marcelo, meu menino, nasceu com 1,950 kg e foi operado no dia seguinte de seu nascimento. Ele não tem Down, mas era o único na UTI naquele mês com esse problema e com o cariótipo normal. Foram 23 dias de internação na UTI Cirurgica do Santa Joana. Chegou a pesar 1,750 kg. Demorou 15 dias para começar a comer. Foi entubado, teve atelectasia, mas superou tudo! Hoje com 3 meses, mama mais que a irmã, está gigante! Tem um cicatriz de fora a fora na barriguinha... mas sobreviveu. É lindo, risonho, forte. 

Existe luz após o diagnóstico. E nem todos os casos vem com Down associado. Se você chegou até aqui procurando um caso de sucesso, achou. Foram dias de muita escuridão, de muito medo, de incertezas. Muitas dores... mas foi tudo superado. Ele está lindo. Tenha fé.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eles Nasceram!

Em Janeiro. Dia 26. Com 34 semanas de gestação. 

Minha bolsa estourou com 31 semanas de gestação devido ao Polidrâmnio causado por um problema no sistema digestivo do Marcelo. Fiquei internada na Semi-Intensiva do Hospital e Maternidade Santa Joana por 3 semanas até que entrei em trabalho de parto e não teve mais volta. Eles nasceram de cesária, píticos. Marcelo com 1,995kg e Melissa com 2,095Kg. Passaram 23 e 10 dias respectivamente na UTI e hoje estão super bem. 
Darei maiores detalhes em posts separados. 

Não foi fácil, foi traumatizante. O Parto, o pós-parto, a gestação em si.

Mas deu certo.

Não desista.
Melissa e sua primeira roupinha!

Marcelo e sua primeira roupinha.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Dicas para a feira de Bebê, Gestante e Criança

Todo mundo já viu o anúncio dessa feira. Tem várias durante o ano em vários lugares diferentes, e muitos se questionam se vale a pena, se os preços são mais baratos mesmo, etc...

Minha opinião... vale.

Vale a pena por vários motivos:

1- Tem tudo num lugar só.
2- Sim muitas coisas tem preços mais em conta.
3- Bons descontos. Bons mesmo!

Minhas dicas são: 

1- Vá cedo. Tipo abriu, esteja lá no primeiro horário. 
2- Leve dinheiro vivo. MUITAS coisas tinha descontos vantajosos para pagamento em dinheiro. E lá não tinha caixa eletrônico.
3- Faça uma lista dos itens que precisa. Coloque TUDO nesta lista. A minha eu fiz no Excel e íamos dando baixa conforme íamos comprando as coisas.
4- Dê uma volta pela feira toda antes, veja os preços e depois volte pelo inicio e assim sim, comece a comprar. 
5- Se for de carro, normalmente o estacionamento é pago. No pavilhão Imigrantes custou R$35.
6- Não deixe para ir muito tarde na gestação, pois cansa. Muito.
7- Falando nisso vá de calça, ou algo que lhe permita sentar no chão, ou puffs. Não havia muitas cadeiras para gestantes se sentar e use tênis.
8- Leve mais de uma pessoa com vc. As coisas são volumosas e é melhor alguém ficar num canto só guardando suas coisas, ou ir levando para o carro.
9- A fila da comida/bebida era enorme e nada saudável, se isso for um problema para você, leve a sua comida/água.
10- Mantenha o foco. Tem tanta coisa que tem horas que eu achava que ia ficar doida. Mas valeu a pena, grande parte do meu enxoval foi comprado por lá.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

10 itens essenciais para Gestante Gemelar

Ah... você gestante, com dois bebês na barriga, deve estar se perguntado o que vai ser essencial durante essa gestação.

Eu te ajudo! Você vai ficar barriguda bem antes e assim sendo os desconfortos também virão antes.

Então vai lá:



1- almofada para a barriga. Comprei na Alo bebê por uns R$30 conto. Minha barriga pesava para o lado e me incomodava demais quando eu dormia. Com 4 meses eu já sentia um incomodo, a almofadinha era o único jeito de dormir de lado.

2- almofada triangular. Quando dormir de lado já não era mais possível e barriga pra cima sufocava, esse apoio foi meu companheiro até o fim. todas as noites. 

3- cinta de suporte. Também chamado de órtese abdominal. Alívio imediato para o peso nas costas e no pé da barriga. Era o único jeito de eu conseguir caminhar mais que 2 quarteirões. Usava para ir no shopping, no mercado. Comprei o tamanho P e apesar de ter engordado 20 quilos usei até o final. a minha eu comprei da Mercur.

4- Uma garrafinha de água térmica. Sei lá porque, mas eu tinha muita sede de madrugada. nada como uma aguinha geladinha sem sair da cama.

5- Roupas de gestante, e alguns vestidos da "grávida de taubaté" porque vai ser a única coisa que te servir no final, acredite. Meus shorts e calças de gestante pararam de caber com 7 meses. Comprei as minhas na Riachuelo e na Akaxa Gestantis

6- Milanta Plus. // azia. piora. muito.

7- um bom sutiã de sustentação/amamentação. Eu gostei do da Un.i. Foi o maior que consegui comprar (se vc tem peitão, tam 46, o meu foi para 52) e era mega confortável. O meu eu comprei no Outlet Lingerie.

8-  Ensure Plus. No último trimestre os bebês precisam ganhar peso. E esse suplemento ajuda nisso. (dica da Renatita)

9-  Creme para estrias. Dos bons. Eu não me importei. Quando completei 30 semanas exatamente, dormi linda e lisinha e acordei com as malditas. Assim mesmo, de um dia para o outro. Estou usando Bio Oil e Cocoa Butter Formula. Esse segundo eu ganhei de uma prima, veio das gringas, mas o estrago já estava feito. Agora já era, é rezar para sumir depois.

10-  Reuniões de Gestastes da Caza da Vila. Para quem é de SP, vale muito ir e se informar sobre os mitos do parto. As possibilidades, as novidades e conhecer as doulas. Lá encontrei muito apoio.  Se você não é de São Paulo procure um lugar desses perto da sua casa. Nos dias mais difíceis eles foram meu suporte, meu porto seguro. Já cheguei lá surtada e saí aliviada.  Pode ser a Casa Curumim, Grupo Gama, Casa Moara. Todos vão ajudar a espantar todos os medos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Como conseguir Enoxaparina Sódica pelo SUS.

Esse post é válido para a cidade de São Paulo. Eu não tenho maiores informações de como funciona em outros estados e cidades.

Nem sempre tem. Precisa paciência  e persistência.

Primeiramente você precisará de uma receita do SUS em duas vias. Para isso você precisa fazer sua carteirinha do SUS em qualquer posto de saúde, levando seu RG e comprovante de residência. 
Assim sendo, será necessário marcar uma consulta na UBS mais próxima da sua casa. Ainda que você seja acompanhada pelo seu médico do convênio, você precisa de uma receita da rede pública para conseguir o remédio. Leve o parecer do seu obstetra, os exames que apontam a necessidade do uso do medicamento. Normalmente não demora muito, o acompanhamento gestacional é levado a sério na Cidade de São Paulo. Você pode pedir um encaixe, e fale que você precisa apenas trocar uma receita. 

Eles lhe fornecerão duas vias da receita e um formulário especial para esse medicamento.

Tendo posse desses documentos e formulários, vá até a AMA mais próxima e veja se há disponibilidade do medicamento. Leve uma sacola grande, pois lhe será dado a quantidade para o mês todo.

Lembre-se que você paga impostos, então tem tanto direito quanto todos ali.

Caso não tenha, veja quando vai ser a próxima entrega de medicamento e passe lá periodicamente. 

Durante toda a minha gestação precisei comprar apenas 2 caixas desse remédio. Todas as outras vezes peguei no AMA. 

Boa Sorte!

Enoxaparina Sódica após perdas múltiplas.

Eu já tinha ouvido falar desse medicamento. Tinha feito algumas pesquisas e estava disposta a discutir com o meu médico uma possível trombofilia. É sabido que não evolução (ou morte embrionária) da gestação pode estar ligada à Trombofilia.

Fiz alguns exames e pesquisas... procurei um Hematologista. Alguns dos meus exames diziam que sim. Outros que não. Pela avaliação do Hemato, ele não prescreveria o uso da Enoxaparina. 
No começo do ano de 2015, na clínica do Santa Joana, o médico disse que também não recomendaria. Quando cheguei lá, grávida, desesperada por uma solução, por algo que ajudasse levar aquela gestação até o fim, o que eu ouvi foi: - vamos aguardar. Com 6 semanas meus sintomas haviam desaparecido. Fomos à clínica,  e nosso 3º bebê havia parado de se desenvolver...

Resolvemos então mudar de médico. E lá no IPGO foram categóricos que o uso do medicamento poderiam aumentar muito nossas chances. Quando chegamos lá, grávidos e desesperados já saímos de lá com uma caixinha (cara) do medicamento.

Eu não sei se foram as injeções, ou se foi sorte, mas dessa 4ª vez tivemos uma gravidez espontânea e gemelar. Quando isso iria acontecer de novo? Sem gêmeos na família, sem tomar hormônios, nem estimulantes. Vontade divina. Eu não ia correr o risco novamente... aceitei tomar a enoxparina.
Deu certo. Estamos entrando no 8ºmês, quando já começo a entrar em pânico porque falta muito pouco. E é real.

Se seu caso é como  meu, perdas gestacionais por aborto retido, com embriões que param de se desenvolver, converse com seu médico. Pesquise, pois ninguém conhece seu caso melhor do que vc mesma. Veja a possibilidade de testar. Não desista!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Surpresinha da Dove

Daí que estava eu em casa e do nada chega uma caixinha...



Eu não havia pedido nada... quando abri vi que era um cheirinho de neném! A Dove está com uma campanha aonde você pode indicar 3 amigas para receber um exemplar da nova linha para bebês deles!
Gato não incluído.

Eu adorei, e adorei ainda mais ser lembrada por alguém tão querida!

Caso queria receber o seu entre nesse link: www.mamaechegueidove.com.br


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Gestar após perdas múltiplas.

Nem tudo são flores. E ninguém consegue entender porque não temos aquele sentimento de felicidade plena. O medo sempre nos ronda. Sempre.
Se vocês já passou por isso deve entender do que eu estou falando. Temor, ansiedade, incertezas. E tem aquele sentimento de que a qualquer momento essa felicidade pode ser tomada de nós.
Eu, por mais que minha barriga esteja bem grandinha, por mais que eu tenha sido abençoada com dois bebezinhos a gestação ainda é muito abstrata. E ninguém fala do luto. Nem eu.
Como deixar os outros 3 bebês que não nasceram? Como velar filhos sem corpo. Não houve funeral, não houve ritual. E para nós eles não era um amontoados de células, eles são nossos filhos que não nasceram. Há um sentimento de culpa, perda e saudade. Eu teria 5 filhos. Eu tenho 5 filhos, 3 em outro plano e 2 no ventre, mas por mais que eu tente eu não esqueço os que se foram. 
Isso gera uma angustia muito grande. Todos esperam que estejamos soltando fogos de artificio, que gritássemos aos 4 cantos, que publiquemos em todas as redes sociais. Não. Nossa vontade era guardar essa gestação só para nós. Gera-la dentro da nossa casa, protegida do mundo. Nosso desejo era só contar ao mundo quando eles nascessem na esperança que assim nenhum mal pudesse os atingir. Queríamos te-los só para nós. E assim fizemos, por um tempo. Passaram as 12 semanas, 16 semanas e só aí começamos contar aos familiares. Muitos não entenderam. Muitos questionaram. Mas qual a necessidade de publicar tudo? Exibicionismo? 
Estamos bem assim. Não precisamos dessa atenção. Nós quatro somo o que importa. Nós 4 somos a nossa família. Ninguém mais. 
Talvez quando o luto passar tenhamos mais coragem, mas sinceramente não vemos necessidade. Ainda não aprendemos a falar do luto, a entender e vivenciar o luto. Algumas coisas acontecem na vida para que entendamos o real valor das coisas. Nesse momento estamos reclusos. Gestando juntos nossos bebês. Sim estamos grávidos. Os dois. Só nós dois. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Mais uma caminhada, desviando de cada pedra.

...Continuando.

Sim. Mais um Positivo! Felizes? Não. Estávamos amedrontados, receosos, apreensivos. Mas renovados em esperanças. 

Com 5, 6 semanas percebi um leve sangramento a tarde. A noite havia aumentado e no meio da noite estava vermelho vivo.  Fomos correndo ao hospital de madrugada. Examinaram e encaminharam para o ultrassom. Fizemos promessas. Rezamos.

E essa foi a imagem que vimos:


Dois Bebês. Dois sacos gestacionais. Nós dois em choque. Deus é maravilhoso. Ele nos reservou algo ainda maior. 
Obrigada meu Deus. Essa era a chance que vinhamos esperando esse tempo todo. Saímos as 5 da manhã do hospital, com o diagnóstico de um pequeno descolamento, nada grave. Repouso e um coração que lutava, rezava e se energizava. Uma gestação natural gemelar. É um sonho sendo realizado em dobro. Era o que eu precisava para recobrar a minha fé.  

Deus é maravilhoso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

4º Positivo. - Nunca desista.

...Continuando
Dr. Arnaldo pediu então que eu voltasse assim que eu menstruasse para começar o tratamento para FIV. Como eu já tinha muitos exames, inclusive os "pré-nupciais" que são obrigatórios não havia porque esperar mais. 

E assim foi. Esperei. Esperei. Esperei. E parecia um filme se repetindo... 

Não veio. POSITIVO. Eu estava grávida pela 4ª vez. Eu sou fértil. Era Deus me mostrando pela 4ª vez que eu não precisava da FIV.

Voltamos ao IPGO com a notícia e desesperados querendo uma orientação para que dessa vez desse tudo certo.
Ele nos orientou, prescreveu vitaminas, Enoxoparina, Progesterona. Estávamos em êxtase, mas extremamente fragilizados.

Era final de Junho eu acabava de entrar de férias, me descobri grávida pela manhã do Domingo e de tarde tomei um tombo no box, lesionei gravemente o tendão do joelho. teria que ficar mais de 2 meses imóvel. Meu apartamento estrava em reforma. Uma explosão de acontecimentos ao mesmo tempo.

Mas quem se importa? Mais um bebê, mais uma chance!

Tenha Fé.


...continua

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A nova clinica. IPGO

Após a tempestade vem a bonança.

Este ano estávamos decididos a fazer tudo que estava ao nosso alcance para ter nosso bebê. Então logo após a perda do nosso 3º bebe resolvemos procurar outra clinica. Eu sabia que algo mais deveria ser feito. 
Alguns amigos do marido haviam se consultado com o Dr. Arnaldo do IPGO e eu já conhecia outra blogueira (a Renatita) que também havia tido seus meninos com a ajuda do Arnaldo. Resolvi acreditar. Ele é meio afobado, fala bastante, (nem sempre do seu caso, mas de vinhos e fatos da vida), o consultório é cheio e  a agenda corrida. Tem sempre muita gente por lá e a filosofia dele é dispor de todos os artifícios possível e cobrir todas as possíveis falhas para que dê certo. Ele meio que aplica o tratamento padrão para todo mundo, visando uma melhor eficiência. Devo dizer que ele não era meu favorito, mas estávamos decididos a tentar tudo. 
No ponto de vista do Arnaldo, mesmo que meus exames não fosse 100% diagnósticos de trombofilia, deveríamos tratar como se fosse (passei num hematologista e ele disse que eu não era trombofílica, que não haviam sintomas e exames conclusivos) e disse que usaríamos sim a Enoxaparina Sódica. 
Aguardaríamos o próximo ciclo e começaríamos a FIV. 
Algumas pessoas me questionam porque eu escolheria a FIV se na verdade eu não tenho problemas em conceber e sim em manter a gestação. Fato é, demorou 1 ano e meio para a primeira gestação, 2 meses para a segunda e mais 1 ano para a terceira, eu não estava disposta a esperar mais, eu queria resolver esse problema já.  Eu queria meu bebê. 

...continua.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O que as pessoas que sofrem de infertilidade querem que você saiba.

O GAPENDI  Grupo de Apoio a mulher com endometriose fez uma lista com 27 coisas que não se diz à alguém que sofra de infertilidade.
Eu ouvi muitas dessas coisas. Muitas. E ouvi coisas piores de gente muito próxima. Gente que na hora da raiva deixou escapar coisas que me feriram para sempre. 
Segue então a lista, se vc conhece alguém que passa por isso, muita cautela com o que diz. Se você está passando por isso a pouco tempo, respeite quem ha muito atravessa esse caminho árduo. 







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Informação é tudo!

Em toda essa jornada (já se foram ai 3 anos e meio) em busca de uma solução para o nosso problema, aprendi que o melhor que você pode fazer nessa busca é procurar bons médicos e especialistas. Cerque-se com uma equipe de que confie, que te explique e o mais importante, te ouça!
Mas sabe o que eu mais aprendi? Que precisamos gastar horas e mais horas de pesquisa e estudo. Isso vale de livros, artigos, blogs, palestras. Não acredite em tudo que ver ou ler por aí, mas esteja ciente do seu corpo, dos seus diagnósticos e das possibilidades existentes de tratamento. Invista nessas pesquisas, invista em palestras e grupos de apoio. Converse com que já teve histórias de sucesso, pois as histórias de sucesso são medicina baseada em evidências. Veja o que tem dado certo por aí, e veja se por acaso, você não se encaixa nesse perfil.
Nós entendemos isso, e percebi que não existe médico nenhum que conhece meu caso mais que eu mesma. Percorri muitos especialistas e isso foi fundamental para o fechamento de um diagnóstico. No último aborto foi assim. Eu sabia que não poderia algo mais tinha que ser feito além de esperar a natureza agir. Eu estava certa.

Hematologista
Endócrino
Ginecologista
Psicólogo
Ginecologista Especialista em Reprodução Humana
Geneticista

A lista é longa, e desculpe, mas raramente você irá achar grandes especialistas no livro do convênio. Bons médicos que te atendam e te ouçam não usam convenio médico. Nem que você vá a uma ou duas consultas, vale a pena. 
Se você com todo seu diagnóstico em mãos, precisar realmente de um tratamento de Fertilização em Vitro e não puder arcar com esses custos, saiba que é possível entrar com uma ação contra a seguradora a obrigando a custear os tratamento. Informe-se.
Informação é tudo. Não vá aceitando FIV como quem vende banana na feira. Você pode por tudo a perder e gastar todo $$ em vão. 



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Como eu escolhi uma clinica. E como desistimos dela.

Fiquei longe um tempão. Muitas águas rolaram. Lógico depois de tanta pesquisa, acabei escolhendo a Clinica de Reprodução Humana do Santa Joana em SP.
Mas nem tudo foram flores.
Eu gostei sim do médico. Gostei da opção de tratamento, gostei do preço da localização. Meu marido não gostou muito pois ele discordava da opinião de muitos dos médicos e dizia que eu poderia logo fazer a FIV e que ficaria tudo bem. Eu estava confiante e assim foi. Recebi um e-mail pessoal do médico dizendo para assim que eu menstruasse, procurar a clinica e então esperei.

E esperei.
E esperei.
E esperei.
E a menstruação não veio. 
Celebramos. 

Retornamos ao consultório, felizes, pois afinal, não somos inférteis. Havíamos concebido pela 3ª vez sem ajuda de ninguém além de Deus. O médico nos deu parabéns e disse para aguardarmos pela 6ª semana para fazer um ultrassom. E assim fizemos. Não deu nenhuma medicação. Não sugeriu nenhum procedimento. Fiz o Beta e a contagem hormonal, e tudo sugeria a normalidade.

As semanas se passaram e no final da 5ª semana meus sintomas sumiram. Eu desesperada, sabendo o que isso significava corri para a clinica e eles encaixaram um USG. O médico via um coração batendo, mas não ouvia no doppler. Meu coração de mãe não se acalmou. As semanas se passaram, os enjoos sumiram, e eu sabia... meu bebê não havia evoluído. 2 semanas depois podemos confirmar. 
Era início de Maio, mês das mães... fizemos a curetagem na manhã seguinte.

Assim eu aprendi mais uma coisa: ninguém sabe mais do seu caso do que você mesma. Estude, estude a si mesma e tenha em mente as opções para seu tratamento. Saiba o que você quer, até onde quer ir. 

E foi assim que mudamos de clínica.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Clinicas de Reprodução Humana - Opiniões.

Que é um mercado, ninguém duvida. É como chegar, escolher o "modelo" de tratamento que cabe no seu bolso, pegar o orçamento e escolher.
É frio.
É um negócio.
Gera lucros.
Ponto final.

Mas não precisaria ser assim. Pode ter aconchego, Pode ter humanidade, pode ter identificação, pode ter carinho.

Era isso que eu buscava. Fui em alguns lugares e tenho meus pareceres. Mas cada um sabe o que procura, e cada um sabe de si.


Conhecido por baretar os tratamentos, eu pessoalmente não conheço ninguém que tenha tido sucesso por lá. Mas conheço o contrário. Fui lá também, fiz a primeira consulta e não gostei. Eu tinha uma pasta cheia de exames, com diagnósticos e os médicos nem olharam. Uma enfermeira passou um vídeo explicando as opções de tratamentos, as causas prováveis de infertilidade, e esperamos nossa consulta. Em 5 minutos, ele nos deu uma nova guia para repetir os mesmos exames que eu já havia levado. Não me ouviu. E eu não voltei mais. A quem interessar, não havia um mar de gente lá, mas também não estava vazio.  Mais barato é, isso é fato. Consulta a R$100.


É chique, bem chique. Bem localizada, estacionamento caro. Pessoas chiques, casais finos. Pelo menos foi o que vi quando eu estava lá. Foi a mais cara de todas. O Dr. Jun me atendeu prontamente, foi curto e grosso, bocejou. Olhava o tempo todo no computador. Não tocou em mim. Pessoalmente ele não olhou meus exames. Dizem que as enfermeiras olharam. Mostrou dados no MacBook dele, pesquisas em inglês. Me passou para a enfermeira que me prescreveu um antibiótico para tratar uma possível endometrite. Questionei o tratamento e o medicamento, mas eu falava com a enfermeira e ela disse que "era assim mesmo". Só que se o medico tivesse conversado comigo saberia que eu havia tomado aquele antibiótico um mês atrás. Não deu certo. Ao repetir o exame, a inflamação continuava. Não gosto de médico que não olha nos olhos. Não voltei mais. Consulta a R$660.

Não tem site. Fui por indicação de um amigo que teve trigêmeos com ele. Fica no Jardim América, perto do Parque do Ibirapuera. A clinica é antiga e parece antiga. Ele atrasou a consulta, e ficou 1:30 comigo na sala, explicando e re-explicando o mesmo tópico: endometriose. Explicou e re-explicou como menstruamos, obrigada mas apesar de não ser médica, eu leio um pouco, Tive aula de Biologia. Disse que a consulta estava coberta pelo meu plano de saúde, mas que os exames não. (lembrem-se eu TENHO uma pasta de 500 páginas de exames recentes). Eu avisei que estava atrasada, que não havia necessidade de exames, mas ele me conduziu à maca, fez ultrasom até da Tireoide. Disse que estava tudo lindo, que inclusive eu ia ser mamãezinha em breve, e que só precisava tratar a Endometriose. Descordou de TODOS os outros exames. Se despediu com um beijo na minha testa (???). Consulta: coberta pela Bradesco Saúde. Exames:R$800


Uma casinha perto do Ginásio do Ibirapuera, meio fora de mão. Lugar aconchegante, enfermeiras fofas e atenciosas. Ficaram com meu super folder de exames de digitaram tudo no sistema deles. Gostei. Dr. Arnaldo viu meus exames, pediu outros. Não chegou a conclusão nenhuma e nem prometeu nada. Foi otimista, me examinou, conversou. Foi bem melhor que todas as experiencias até aquele momento, mas ainda não tinha rolado uma química. Não tinha feito tcham. Consulta a R$550.


Eu não gosto do Santa Joana. Acho atendimento padrão. Mas...
Fica bem localizado, pertinho do metro Paraíso. Duas pessoas haviam me indicado. Resolvi dar uma passadinha lá. É num prédio, na rua detrás do hospital. Me indicaram o Dr. Vamberto. ELE olhou pessoalmente TODOS os meus exames. Conversou muito, quis saber quem eu era, o que eu fazia, se importou comigo como pessoa. Contestou alguns diagnósticos. Pediu um exame que faltava que eu colhi ali mesmo, já que eles tem uma salinha do Salomão e Zoppi lá dentro. Me disse que me enviaria tudo por e-mail. E enviou. Um e-mail pessoal, com detalhes pessoais. Ele sorriu. Ele fez a diferença. Então acabei escolhendo ele. Resolvi escolher com o coração.  Consulta a R$300

Só espero que dê certo.






segunda-feira, 2 de março de 2015

Escolhendo uma clínica, e um médico.

Ando na peregrinação de ir em busca de uma clinica que não machuque meu bolso e tenha um médico bacaninha. Daqueles que me olha nos olhos e quer saber o que eu comi no almoço.
Daqueles que questiona minhas dores, mas examina minha alma. Daqueles que querem saber mais, sem falar de menos... Que se importe. Que me trate como pessoa, e não como número. 

Ainda não achei. Fui em 3 lugares e ainda assim me sinto meio perdida, como se não tivesse encontrado o caminho certo.

Meu ginecologista, o Dr. Nisida, é sem igual. Daqueles que confio meu corpo, confio. Mesmo. Mas ele não faz a FIV e me encaminhou para uma clinica... que não fez tcham...

Estou num dilema.

O próximo post será uma avaliação para que vocês tenham pelo meno uma ideia do que vão encontrar por aí...

E vou te falar, nem na clinica bam bam bam o atendimento foi o esperado. Deixou muito a desejar...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Barateando a FIV

Comecei 2015 determinada!

Fui na clinica Gera em SP em busca de uma solução, de uma resposta. 

1 ano se passou desde meu último aborto e eu não engravidei nesse meio tempo, então... era hora de entrar em ação.

Mas o que vim aqui contar é que Dr. Jogi Ueno me falou que eles precisam muito de doadoras de óvulos NEGRAS. Eles atendem muitas pacientes da Angola, e precisam de uma grande variedade de óvulos e sêmen de pessoas negras. 
Por tanto, se você é negra e tem alguma dificuldade de engravidar, está disposta a doar seus óvulos, você terá seu tratamento barateado. Ele disse que fica bem acessível, ao ponto de até as pessoas mais simples poderem fazer.

Então, não fique se lamentando. Não fique parada. Ir atrás de informação é tudo. Chorar não vai mudar sua situação.

Fica a dica