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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Todo mundo precisa de um BREAK.

E depois de novamente exatos 37 dias é o começo de um novo ciclo. E não é que o nosso organismo é uma maquininha mesmo? Exatos 37 dias novamente. 
Mas dessa vez, tomamos outra decisão. A de um break de verdade. Vamos voltar ao anticoncepcional. Isso porquê não queremos por mais nenhum bebezinho em risco. E até que tenhamos mais resultados, vamos dar um tempo.
Meu médico me passou um novo anticoncepcional voltado para quem tem endometriose e se chama Q-Laira. Disse que é a última tecnologia. E eu creio que seja.
E assim que começamos 2014. Estou buscando minha fé que se perdeu neste caminho. Reaprendendo o caminho de Deus.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Menstruando após a Curetagem - Recomeço.

E finalmente, 37 dias após todo aquele caos, minha menstruação veio. Eu já estava assustada, achando que tava grávida de novo (quem dera!) pois nunca fiquei tanto tempo sem sangrar. Mas não, foi só o tempo do meu corpo perceber que não havia mais bebê, e a engrenagem começou a funcionar. E dessa vez, até fiquei feliz que a intrometida veio... sinal que está tudo funcionando aqui dentro.

De diferente? Dor, senti muita dor, daquela que não passavam nem com remédio, mas apenas nos dois primeiros dias. A duração? 5 dias. A cor? Vermelho vivo. 

Mas pra que tantos detalhes? Porque enquanto esperava fiquei com todas essas dúvidas, mas não encontrei muitas respostas.

Quando começar de novo? Não sei, meu médico pediu para esperar 3 meses, mas a vontade é de tentar (e muito) agora. Mas sinceramente, vou deixar rolar...Tá difícil de pensar em método contraceptivo, ou algo do gênero.

Ontem, uma amiga foi na escola com o nenenzinho dela, peguei ele no colo e meu coração se encheu de esperança... foi uma sensação tão boa, me deu a certeza de que é isso mesmo que eu quero.

E bora recomeçar??? 

domingo, 21 de outubro de 2012

Confidências: INVEJA

Dai que este blog é minha terapia em papel, sort of. Mantêm a minha sanidade mental. Aceita meus pensamentos sem importunos. 
Eu penso melhor quando escrevo.
Eu sinto inveja. Da ruim mesmo. Porque essa coisa de inveja boa é nome de esmalte. 
Certa noite tive um ataque de pânico. Foi light, mas na hora achei que ia morrer. Era noite, escuro, e chovia. E eu dentro de um carro, na estrada, na pior estrada de SP. Eu achei que ali era meu fim e que eu ia morrer num acidente eminente. Na verdade eu ainda não sei como não morri. Mas estou aqui, até que me provem o contrário.
Nesse dia, fui forçada à ir para a cidade remota de onde marido veio. Eu não queria ir, eu não queria mesmo. A cunhada cu,  parideira e preguiçosa estaria lá e minha menstruação estava agendada para aquele fim de semana. Combinação nada agradável. Acredite.

Só que a menstruação não veio. Meu coração se encheu de esperança; Fiquei na minha, sem alardes, mas não aguentei por muito tempo e contei pro marido. e tivemos um fim de sábado cheios de esperanças na sala, com família margarina reunida. Sogro e Sogra com a mair alegria no olhar ao brincar com a neta que eu odeio. Nunca vi eles tão alegres, nunca os vi daquele jeito. Eu deitada no sofá, recostada no marido, repousava a mão na barriga, e rezei. Minha vez havia chegado, eu esperava. Logo seria eu à dar aquela alegria, logo seria meu filho nos braços deles. Logo seria meu bebê a sorrir para todos, a encher a casa de felicidade daquela forma. Que sentimento bom.

Voltamos pra casas ansiosos para o teste. Eram 2 dias de atraso. Nunca aconteceu antes. Não consegui esperar e pedi para marido parar na primeira farmácia e comprar o melhor teste...

Foi a primeira coisa que fiz quando cheguei em casa. 

E deu negativo. No dia seguinte de manhã, deu negativo novamente. Liguei para o doutor, e pediu que eu parasse a medicação, e no dia seguinte, acabou-se.

Tive que sentar e conversar com o marido sobre isso. Que inveja é sentimento ruim todos sabemos. Que é pecado e coisa e tal também, mas fala sério, olha no espelho da honestidade e diga se você nunca sentiu. Admitir, colhega, é foda. 

SIM, eu senti inveja. Me peguei pensando na situação, lembrando do que ocorreu, do sentimento que cresceu dentro de mim naquela sala e me senti tola.
E NÃO, não quero ir para lá novamente. Não quero porque dói! Dói pra caralho. Sabia que inveja dói? Eu aprendi isso.

Ele entendeu. Alguém sabe controlar sentimentos. Alguém manda na sua própria cabeça e diz, vai cabeça, pára de pensar, pára de odiar.... pára porra?

I guess not;

Foi o que eu pensei. Desculpa aí, mas sou humana. Cheia de pensamentos humanos e terrenos. Não sou serena e muito menos perfeita.

Depois, passou. Tudo passa, dizem. 
Este foi o meu food for thought desta noite.


domingo, 5 de agosto de 2012

Updates

Sorry, If I took so long...

Mas vamos aos updates:

- Cancelei minha consulta no IPGO e remarquei num outro Gineco que me indicaram... um especialista;
- Marquei uma histerossalpingografia, entrei pro time!
- Também entrei pro time daquelas que fizeram o uso de indutor e que não deu em nada...
- Dra. Gineco, com suas consultas de 5 minutos, pediu para continuar o uso de progesterona;
- Tive sangramento (em quantidade razoável) durante a relação sexual, durante meu "teórico" período fértil. Achei bem estranho!!!

Alguém passou por isso? Sugestões, dicas??

sexta-feira, 2 de março de 2012

Intrometida VI

Eu quero mas não  consigo deixar a vida rolar e não pensar na gravidez que não vem; (o tal do relaxa... pensa em outra coisa)

Não comecei a 2ª faculdade ainda;
Não comecei a aula de dança;
Não me esforcei na dieta;
Não arrisquei tentando um emprego que eu quisesse muito;
Não marquei a viagem;
Não comprei roupas novas;
Não tive dinheiro para comprar nada, abafa;

E daí, que ontem, as 11:20 da manhã a Intrometida VI chegou. Apenas 22 dias depois do ciclo anterior. Meus ciclos estão diminuindo. Isso não me parece bom. 

Se tem uma coisa que o blog ajuda é com o diário dos ciclos. A gente lembra mais, registra mais e analisa mais.

Continuaria aqui, mas não quero parecer melodramática... 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Menstruação - A história.

Eu não gosto disso. Nunca gostei.

Eu tinha 14 anos. Era dia 06 de abril de 1996. Eu saía da escola por volta de 11:30. No ponto de ônibus senti uma dor nas costas, no coccix sabe? Reclamei para minhas colegas, e elas me disseram que era o "chico" vindo. Eu, toda moleca, batia no peito de não ter "essa coisa" não. Era toda orgulhosa de ser a última da turma a virar mocinha. Não queria aquilo para mim de jeito nenhum. Mas... tem coisa que a gente não escapa, né? Eu tinha que crescer. Era a hora. Cheguei em casa, fui ao banheiro e ao me limpar, lá estava ela.

Eu deixava de ser menina e passava a ser mulher...


Contei para a minha mãe à noite. Ela contou para minha irmã, que contou para a escola inteira. As meninas da escola, no dia sequinte, só falavam sobre isso. Queriam até fazer festinha, no banheiro, queriam cantar parabéns com a velinha em cima de um absorvente!! (olha a criatividade...) eu era só o que elas comentavam... só que eu não estava feliz. Não!! Eu queria me esconder num buraco, eu não queria aquilo para mim. Lembro de chegar em casa, e ir direto para o banheiro, me sentia nojenta. Quando desci a calcinha, ainda sem habilidade, o sangue escorreu pelas minhas pernas, pingou no chão e eu chorei. Que ÓDIO!! 

Nos meses seguintes vieram as cólicas. Muitas, daquelas da gente se contorcer. Uma vez até desmaiei no terminal de ônibus. Péssimo.

Minha salvação veio aos 18 anos. Chamava-se Adoles. Minha grande amiga,  a pílula anticoncepcional (beijo, saudades suas, colega). Melhorou tudo, e quando me dava na telha juntava uma cartela na outra  e ficava meses sem menstruar. Foi minha grande companheira por 11 anos, quando no ano passado, eu a abandonei. Com bons propósitos, claro. Era hora de mudar de novo, de crescer de novo, de ser mãe.

Hoje, reencontro todos os meses aquela menina chorona e revoltada. Ela ainda se olha no espelho e chora quando vê o sangue escorrrendo. Ela ainda se revolta com as dores (thanks God for the Buscopan Duo), ela ainda detesta ficar menstruada, hoje ainda mais... porque a cada mês que isso acontece, significa que meu bebê ainda não veio.

Quarta-feira, 26 dias depois, foi assim de novo. A Intrometida V deu as caras. Um ciclo se fecha, e outro começa. Mas me reservo o direito de sentir o que eu quiser; dor, pesar, agonia, ódio, os sentimentos são meus, o corpo é meu. No dia seguinte, como sempre,  lavamos o rosto e seguimos em frente.

A vida segue, não é mesmo?