Mostrando postagens com marcador Tentante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tentante. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eles Nasceram!

Em Janeiro. Dia 26. Com 34 semanas de gestação. 

Minha bolsa estourou com 31 semanas de gestação devido ao Polidrâmnio causado por um problema no sistema digestivo do Marcelo. Fiquei internada na Semi-Intensiva do Hospital e Maternidade Santa Joana por 3 semanas até que entrei em trabalho de parto e não teve mais volta. Eles nasceram de cesária, píticos. Marcelo com 1,995kg e Melissa com 2,095Kg. Passaram 23 e 10 dias respectivamente na UTI e hoje estão super bem. 
Darei maiores detalhes em posts separados. 

Não foi fácil, foi traumatizante. O Parto, o pós-parto, a gestação em si.

Mas deu certo.

Não desista.
Melissa e sua primeira roupinha!

Marcelo e sua primeira roupinha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Enoxaparina Sódica após perdas múltiplas.

Eu já tinha ouvido falar desse medicamento. Tinha feito algumas pesquisas e estava disposta a discutir com o meu médico uma possível trombofilia. É sabido que não evolução (ou morte embrionária) da gestação pode estar ligada à Trombofilia.

Fiz alguns exames e pesquisas... procurei um Hematologista. Alguns dos meus exames diziam que sim. Outros que não. Pela avaliação do Hemato, ele não prescreveria o uso da Enoxaparina. 
No começo do ano de 2015, na clínica do Santa Joana, o médico disse que também não recomendaria. Quando cheguei lá, grávida, desesperada por uma solução, por algo que ajudasse levar aquela gestação até o fim, o que eu ouvi foi: - vamos aguardar. Com 6 semanas meus sintomas haviam desaparecido. Fomos à clínica,  e nosso 3º bebê havia parado de se desenvolver...

Resolvemos então mudar de médico. E lá no IPGO foram categóricos que o uso do medicamento poderiam aumentar muito nossas chances. Quando chegamos lá, grávidos e desesperados já saímos de lá com uma caixinha (cara) do medicamento.

Eu não sei se foram as injeções, ou se foi sorte, mas dessa 4ª vez tivemos uma gravidez espontânea e gemelar. Quando isso iria acontecer de novo? Sem gêmeos na família, sem tomar hormônios, nem estimulantes. Vontade divina. Eu não ia correr o risco novamente... aceitei tomar a enoxparina.
Deu certo. Estamos entrando no 8ºmês, quando já começo a entrar em pânico porque falta muito pouco. E é real.

Se seu caso é como  meu, perdas gestacionais por aborto retido, com embriões que param de se desenvolver, converse com seu médico. Pesquise, pois ninguém conhece seu caso melhor do que vc mesma. Veja a possibilidade de testar. Não desista!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Mais uma caminhada, desviando de cada pedra.

...Continuando.

Sim. Mais um Positivo! Felizes? Não. Estávamos amedrontados, receosos, apreensivos. Mas renovados em esperanças. 

Com 5, 6 semanas percebi um leve sangramento a tarde. A noite havia aumentado e no meio da noite estava vermelho vivo.  Fomos correndo ao hospital de madrugada. Examinaram e encaminharam para o ultrassom. Fizemos promessas. Rezamos.

E essa foi a imagem que vimos:


Dois Bebês. Dois sacos gestacionais. Nós dois em choque. Deus é maravilhoso. Ele nos reservou algo ainda maior. 
Obrigada meu Deus. Essa era a chance que vinhamos esperando esse tempo todo. Saímos as 5 da manhã do hospital, com o diagnóstico de um pequeno descolamento, nada grave. Repouso e um coração que lutava, rezava e se energizava. Uma gestação natural gemelar. É um sonho sendo realizado em dobro. Era o que eu precisava para recobrar a minha fé.  

Deus é maravilhoso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

4º Positivo. - Nunca desista.

...Continuando
Dr. Arnaldo pediu então que eu voltasse assim que eu menstruasse para começar o tratamento para FIV. Como eu já tinha muitos exames, inclusive os "pré-nupciais" que são obrigatórios não havia porque esperar mais. 

E assim foi. Esperei. Esperei. Esperei. E parecia um filme se repetindo... 

Não veio. POSITIVO. Eu estava grávida pela 4ª vez. Eu sou fértil. Era Deus me mostrando pela 4ª vez que eu não precisava da FIV.

Voltamos ao IPGO com a notícia e desesperados querendo uma orientação para que dessa vez desse tudo certo.
Ele nos orientou, prescreveu vitaminas, Enoxoparina, Progesterona. Estávamos em êxtase, mas extremamente fragilizados.

Era final de Junho eu acabava de entrar de férias, me descobri grávida pela manhã do Domingo e de tarde tomei um tombo no box, lesionei gravemente o tendão do joelho. teria que ficar mais de 2 meses imóvel. Meu apartamento estrava em reforma. Uma explosão de acontecimentos ao mesmo tempo.

Mas quem se importa? Mais um bebê, mais uma chance!

Tenha Fé.


...continua

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O que as pessoas que sofrem de infertilidade querem que você saiba.

O GAPENDI  Grupo de Apoio a mulher com endometriose fez uma lista com 27 coisas que não se diz à alguém que sofra de infertilidade.
Eu ouvi muitas dessas coisas. Muitas. E ouvi coisas piores de gente muito próxima. Gente que na hora da raiva deixou escapar coisas que me feriram para sempre. 
Segue então a lista, se vc conhece alguém que passa por isso, muita cautela com o que diz. Se você está passando por isso a pouco tempo, respeite quem ha muito atravessa esse caminho árduo. 







quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Informação é tudo!

Em toda essa jornada (já se foram ai 3 anos e meio) em busca de uma solução para o nosso problema, aprendi que o melhor que você pode fazer nessa busca é procurar bons médicos e especialistas. Cerque-se com uma equipe de que confie, que te explique e o mais importante, te ouça!
Mas sabe o que eu mais aprendi? Que precisamos gastar horas e mais horas de pesquisa e estudo. Isso vale de livros, artigos, blogs, palestras. Não acredite em tudo que ver ou ler por aí, mas esteja ciente do seu corpo, dos seus diagnósticos e das possibilidades existentes de tratamento. Invista nessas pesquisas, invista em palestras e grupos de apoio. Converse com que já teve histórias de sucesso, pois as histórias de sucesso são medicina baseada em evidências. Veja o que tem dado certo por aí, e veja se por acaso, você não se encaixa nesse perfil.
Nós entendemos isso, e percebi que não existe médico nenhum que conhece meu caso mais que eu mesma. Percorri muitos especialistas e isso foi fundamental para o fechamento de um diagnóstico. No último aborto foi assim. Eu sabia que não poderia algo mais tinha que ser feito além de esperar a natureza agir. Eu estava certa.

Hematologista
Endócrino
Ginecologista
Psicólogo
Ginecologista Especialista em Reprodução Humana
Geneticista

A lista é longa, e desculpe, mas raramente você irá achar grandes especialistas no livro do convênio. Bons médicos que te atendam e te ouçam não usam convenio médico. Nem que você vá a uma ou duas consultas, vale a pena. 
Se você com todo seu diagnóstico em mãos, precisar realmente de um tratamento de Fertilização em Vitro e não puder arcar com esses custos, saiba que é possível entrar com uma ação contra a seguradora a obrigando a custear os tratamento. Informe-se.
Informação é tudo. Não vá aceitando FIV como quem vende banana na feira. Você pode por tudo a perder e gastar todo $$ em vão. 



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Como eu escolhi uma clinica. E como desistimos dela.

Fiquei longe um tempão. Muitas águas rolaram. Lógico depois de tanta pesquisa, acabei escolhendo a Clinica de Reprodução Humana do Santa Joana em SP.
Mas nem tudo foram flores.
Eu gostei sim do médico. Gostei da opção de tratamento, gostei do preço da localização. Meu marido não gostou muito pois ele discordava da opinião de muitos dos médicos e dizia que eu poderia logo fazer a FIV e que ficaria tudo bem. Eu estava confiante e assim foi. Recebi um e-mail pessoal do médico dizendo para assim que eu menstruasse, procurar a clinica e então esperei.

E esperei.
E esperei.
E esperei.
E a menstruação não veio. 
Celebramos. 

Retornamos ao consultório, felizes, pois afinal, não somos inférteis. Havíamos concebido pela 3ª vez sem ajuda de ninguém além de Deus. O médico nos deu parabéns e disse para aguardarmos pela 6ª semana para fazer um ultrassom. E assim fizemos. Não deu nenhuma medicação. Não sugeriu nenhum procedimento. Fiz o Beta e a contagem hormonal, e tudo sugeria a normalidade.

As semanas se passaram e no final da 5ª semana meus sintomas sumiram. Eu desesperada, sabendo o que isso significava corri para a clinica e eles encaixaram um USG. O médico via um coração batendo, mas não ouvia no doppler. Meu coração de mãe não se acalmou. As semanas se passaram, os enjoos sumiram, e eu sabia... meu bebê não havia evoluído. 2 semanas depois podemos confirmar. 
Era início de Maio, mês das mães... fizemos a curetagem na manhã seguinte.

Assim eu aprendi mais uma coisa: ninguém sabe mais do seu caso do que você mesma. Estude, estude a si mesma e tenha em mente as opções para seu tratamento. Saiba o que você quer, até onde quer ir. 

E foi assim que mudamos de clínica.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Chá de Inhame.

Eu precisava dividir isso com as meninas tentantes.  Eu fiz uso do chá de inhame no ciclo que eu engravidei. Se isso ajudou ou não eu não sei... mas sim, senti diferença, meu muco ficou mais grosso, e meio esbranquiçado. E sim, eu engravidei dois ciclos após o o 1º aborto. E depois de 2 anos tentando. Logo, sim eu dou créditos ao chá de inhame... apesar de não ser possível provar que foi por isso que deu certo. (mesmo pq no fim não deu certo). Naquele ciclo eu também comi bastante inhame, visto que só se usa a casca para fazer o chá, o resto eu cozinhei e comi com carne de panela.

A receita:

Descasque um inhame pequeno e ferva com 200 ml de água, esfrie um pouquinho e tome pela manhã em jejum. (essa é a parte chata)

A consistência é "jelecosa", e meio rosada. O gosto não é muito ruim, mas tb não é bom.

Eu acredito que se seus problemas não são graves, e vc quer tentar acelerar o processo de uma forma "natural" vale a tentativa.

Abraços

domingo, 8 de dezembro de 2013

Indução Medicamentosa - Aborto Retido.

Dessa vez, como havia menos de 6 meses da última curetagem optamos por tentar a indução medicamentosa. 

Indução Medicamentosa é quando se utiliza medicamentos  abortivos para forçar a saída do embrião. No caso, o medicamento mais utilizado é o Misoprostol (Citotec). A venda em farmácias desse produto é ilegal, mas em hospitais ele é utilizado para casos como o meu de Aborto Retido. Na primeira vez que isso aconteceu, o medicamento foi utilizado para amolecer o colo do útero e facilitar a curetagem, ficou lá por umas 4 horas e eu não senti nada. 

Dessa vez foram colocados os mesmos 2 comprimidos de 4 em 4 horas. Foram preciso 3 dosagens para que eu expelisse o embrião de 8 semanas. 

Sinceramente, depois da noite que passei, só mesmo muito desespero para fazer isso sozinha e sem aparo médico.

Foi muita dor, muita mesmo. Tanta dor que por muitas vezes eu pedi para desistir. Eu pedi, mas dessa vez, marido do meu lado, fez massagem, segurou minha mão, chorou junto. Só mesmo com suporte para passar por isso. Me deu muita, mas muita pena de quem faz isso sozinha.

Foram  quase 12 horas de procedimento. Foi aplicado medicamentos para aliviar a dor, mas óbvio, assim como num trabalho de parto, a dor, vai e volta.

A melhor coisa foi quando a dor aliviava um pouquinho eu ia me movimentar. Andei pela sala, agachava, fazia força. Já de manhã, levantei da cama, e agachei no chão. Pus a comadre entre as pernas e fiquei ali por um tempo, apoiei na cama, e comecei a fazer força. Começou a sair umas pelotas e de repente, sem que eu esperasse, saiu o saco gestacional inteirinho. Do tamanho de um caroço de manga. Sem dor. E que alivio que vem depois! Não, não foi um choque ver. Foi uma alívio, uma sensação de dever cumprido, de vitória.

Escolhi passar por isso para não ter que ir ao centro cirúrgico mais uma vez. Duas curetagens em menos de 6 meses, não seria bom. Ainda tenho que esperar mais 5 dias para descartar a chance de fazer a curetagem. ainda tem membranas a serem expelidas, mas sei que isso se resolverá também.

E assim seguimos. Certamente descarto a possibilidade de continuar tentando. Vamos agora no fim do ano viajar e quando voltarmos faremos todos os exames para ter certeza de que isso não acontecerá de novo. Preciso de um tempo agora, meu corpo precisa descansar.

São 2 anos e 3 meses de tentativas. Mas eu ainda não desisti....


sábado, 7 de dezembro de 2013

2º Aborto Retido.

Infelizmente  as notícias não são boas. Mais uma vez consegui engravidar narturalmente. Dois ciclos após o primeiro aborto. Mas da mesma forma a gestação não evoluiu e o coração parou de bater por volta das 8 semanas. Fui perceber com 10 semanas, ainda com sintomas gestacionais leves, mas um sexto sentido me dizia que algo estava errado. Uma semana antes fui ao médico que me passou alguns exames pre-natais e já me passou o morfológico da 12º semana. Mas eu andava meio receosa e pedi mais um ultra para fazer na semana seguinte, só por desencargo de consciência.
E consciência de mãe não se engana. Ao fazer o ultra, verificou-se que não havia evolução e apesar de o embrião dessa vez já ter mãozinhas e o formato certinho de um bebê, seu coração já não batia mais.

Estou me internando essa noite no Hospital São Luiz, dessa vez marido está aqui comigo e apesar de já ter chorado muito, já estou mais conformada.

A decisão agora é não tentar de novo até todos os exames genéticos e autoimunes serem feitos. 

Achei esse artigo/entrevista do Dr. Drauzio Varella muito explicativo e esclarecedor.

Rezem por mim mais uma vez

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ciclos

Este post veio assim, meio que sem querer num comment que fiz para a Lorenna mas acredito que o "se dar o direito de se sentir triste" é mais ou menos o que muitas de nós sentimos. 

Quantas vezes você no auge da sua tristeza, conta para alguém sua dificuldade, sua infertilidade e o outro (na melhor das intenções, claro) te diz: - Calma, vai dar tudo certo. Deus sabe o que faz. Logo você estará com seu bebezinho no colo. etc e tal.

A intenção é boa, lógico. Mas não é a realidade. E planejar gera a expectativa. No sofrimento não há como mensurar a dor do outro.

Meu positivo veio com 1 ano e 8 meses de tentativas. Ainda assim não deu certo. Muitas vezes me sinto sozinha neste mundo. Mesmo o marido nem sempre demostra o entusiasmo que eu necessito para continuar... mas continuo. A gente descobre que é mais forte do que imaginamos. Muito mais. Acredite.

A gente chora, perde as esperanças, se sente a pior formiguinha do mundo, mas de repente vem o período fértil com toda sua maravilha hormonal e nos transforma novamente. É magico. E lá estamos novamente, funcionando a todo vapor.

É uma vida regida pelos ciclos. E ciclos começam e terminam. 

Estamos por começar mais um. 


Gaby

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

10 dicas para engravidar - (cômico)

Cada pessoa que eu encontro da uma dica de como engravidar, resolvi fazer esse post seríssimo para bem comum e ajuda ao próximo. 

Esse post NÃO deve ser levado a serio!

OS 10 mandamentos passos.

1- O banco de trás do carro. Segundo minha amiga Alê Queijinho, muitas adolescentes ficam grávidas ali. Não deu certo com ela. Nem eu tentei. Mas as estatísticas são altas. (de pé no canto da balada também vale)

2- Carnaval em Salvador; Já percebeu o número de bebês que nascem em Novembro?? É sem dúvida resultado do Carnaval em Salvador. Muita cerveja, sexo e trio elétrico da Ivete são supimpa  para emprenhar.

3- Duas garrafas de vinho e um parceiro(a) que você nunca viu na vida. Essa é a dica do meu primo. Coitado...

4- Uma transa louca, num momento louco, num lugar inesperado. Essa foi a receita da minha amiga Cris. Vale tentar....

5- Pernas para cima. Essa é a receita de uma aluna minha. Mas a gente  já conhece. Só não mencionei que a menina é adepta da Yoga e posições acrobáticas é com ela mesmo!

6- Troque de pílula! Muitos bebês nasceram em quem trocou de pilula. Melhor ainda se for de farinha.

7- Caia no conto dos ovários policísticos. Conheço algumas pessoas que foram desenganadas pelas GOs. Disseram para elas que tuuuuuudo bem, vocês naaaaao vai engravidar com esses cistos. Ha Ha Ha. No mês seguintes lá estavam elas pedindo para a médica bancar as fraldas...

8- Amamente. Minha mãe caiu neste conto. Depois de dar a luz à mim, minhas avós, tias e toda a velharada da família foi taxativa: Mulher amamentando NÃO engravida. Mariana, minha irmã, agradece à essa dica. Minha mãe nem tanto, engravidou quando eu tinha 3 meses.

9-  Perca o emprego e vá morar na favela. Já percebeu como a mulherada da comunidade é fértil? Me lembro uma vez de uma mãe na porta da escola, depois de 4 filhos, me disse (grávida novamente): - é que eu amo ser mãe!!!

10- Desencaaaaaaaaaane; Já ouviu essa?? Eu já. Não vou nem comentar.

E você alguma dica? Me fale e eu vou atualizando o post.


Sorry meninas, precisamos descontrair...

sábado, 7 de julho de 2012

É dia Fértil!!

Sabe que dia é hoje??? 

É dia FERTIL!!! 

E colhega, sabe o que é melhor de ficar sem a pílula???

- A gente fica com os hormônios em ebulição, com muito mais desejo e muito mais TESÃO;

Vida de tentante tem suas compensações, vai...

Tamo pegando fogo!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Guia de Etiqueta para familiares de Tentantes - por Cláudia Collucci

Tipo telefone sem fio.

Peguei da Carla, que pegou da Renatita, que pegou da Cláudia Collucci. Já fiz a minha aqui, mas parece que as palavras da Cláudia são mais claras. Ela escreveu o que eu sempre quis dizer, e gostaria que as pessoas tivessem a sensibilidade de entender.  Então faço minhas as palavras dela:

"
- E vocês, heim? Quando vão se animar e fazer um bebê? pergunta uma colega desavisada.
Minha amiga dá uma risadinha, diz que "tem tempo", quer "aproveitar mais a vida antes de ter filhos" e muda de assunto.
Eu que sei que essa amiga tenta há três anos ter um bebê, com duas fertilizações in vitro fracassadas, fiquei a me perguntar: Por que as pessoas não se emendam? Tudo bem, ninguém é obrigado a adivinhar que o outro esteja enfrentando problemas de infertilidade, mas, no mínimo, abstenha-se de comentários infelizes e inúteis deste tipo. Mesmo para quem não tenha planos de gravidez, essa é uma pergunta não faz o menor sentido.
Lembrei, então, de um guia que foi publicado anos atrás pela National Infertility Association (http://www.resolve.org/) e, depois, reproduzido pelas "Amigas do Parto" (http://www.amigasdoparto.com.br/). É uma espécie de "manual de etiqueta" da infertilidade. Algumas das regras básicas:

1 - Não diga a eles para relaxar
Todo mundo conhece alguém que teve problemas para engravidar, mas que finalmente conseguiu logo que ela "relaxou". Casais que conseguem engravidar após alguns meses de "relaxamento" não são inférteis. Por definição, um casal não é diagnosticado como infértil até que tenha tentado sem sucesso engravidar por um ano completo. Comentários como "apenas relaxe" ou "por que vocês não fazem uma viagem" criam ainda mais estresse para o casal infértil, especialmente para a mulher. Ela sente que está fazendo alguma coisa errada, quando, na verdade, há uma boa chance de que haja um problema físico que a esteja impedindo de engravidar.

2 - Não minimize o problema
A falha em conceber um bebê é uma jornada muito dolorosa. Os casais inférteis estão cercados de famílias com crianças. Estes casais vêem seus amigos terem dois ou três filhos, e vêem estas crianças crescerem enquanto voltam para o silêncio de suas casas. Estes casais vêem toda a alegria que uma criança traz para a vida de uma pessoa, e sentem o vazio de não serem capazes de experimentar a mesma alegria.

3 - Não diga que há coisas piores que poderiam acontecer
Nestes mesmos termos, não diga a seus amigos que há coisas piores que poderiam acontecer do que o que eles estão passando. Quem é a autoridade final sobre qual é a "pior" coisa que poderia acontecer a alguém? É passar por um divórcio? Ver alguém querido morrer? Ser estuprada? Perder um emprego?

4 - Não diga que eles não foram feitos para ser pais
Uma das coisas mais cruéis que alguém já me disse foi: ‘Talvez Deus não queira que você seja mãe". Quão inacreditavelmente insensível é insinuar que eu seria uma mãe tão ruim que Deus achou melhor me "esterilizar divinamente". Se Deus estivesse no ramo da esterilização das mulheres no plano divino, você não acha que ele preveniria as gravidezes que terminam em abortos? Ou então não esterilizaria as mulheres que terminam por negligenciar e abusar de seus filhos? Mesmo que você não seja religioso, os comentários do tipo "talvez não seja para ser" não são reconfortantes. A infertilidade é uma condição médica, não uma punição de Deus ou da Mãe Natureza.

5 - Não pergunte porque eles não tentam a FIV (Fertilização in vitro)
As pessoas freqüentemente perguntam, "Por que você não simplesmente tenta a FIV?‘ da mesma maneira casual como perguntariam "Por que você não tenta comprar numa outra loja?" Há muitas razões pelas quais um casal escolheria NÃO ir por este caminho. Aqui estão algumas delas.
- A FIV é cara e com baixas possibilidades
- A FIV é fisicamente difícil
- A FIV traz questões éticas
Um casal que escolha passar pela FIV tem um caminho difícil e caro pela frente, e eles precisam de seu apoio mais do que nunca. Os hormônios não são brincadeira, e o custo financeiro é imenso. Seus amigos não estariam escolhendo esta rota se houvesse um caminho mais fácil, e o fato de estarem dispostos a suportar tanto é mais uma prova do quanto desejam se tornar pais de uma criança. Os hormônios tornarão a mulher mais emotiva, então ofereça seu apoio e mantenha suas perguntas para você.

6 - Não brinque de médico
Uma vez que seus amigos estejam sob os cuidados de um médico, o médico fará inúmeros testes para determinar porque eles não conseguem engravidar. Há muitas razões pelas quais um casal não consegue engravidar. Aqui estão algumas delas:
. Trompas de Falópio bloqueadas
. Cistos
. Endometriose
. Baixos níveis hormonais
. Baixa contagem de esperma de "formas normais"
. Baixo nível de progesterona
. Baixa contagem de espermatozóides
. Baixa Mobilidade dos Espermatozóides
. Paredes uterinas finas

7 - Não seja grosseiro
É horrível que eu tenha que incluir este parágrafo, mas alguns de vocês precisam ouvir isso ­ não faça piadas grosseiras sobre a posição vulnerável de seus amigos. Comentários grosseiros do tipo "Eu doarei o esperma‘ ou ‘Tenha certeza de que o médico usará o seu esperma mesmo para a inseminação‘ não são engraçados, e apenas irritam seus amigos.

8 -Não reclame da sua gravidez
Esta mensagem é para as mulheres grávidas ­ apenas estar ao seu redor já é muito doloroso para suas amigas inférteis. Ver sua barriga crescer é um lembrete constante do que sua amiga não pode ter. A não ser que a mulher com problemas de infertilidade planeje passar o resto de sua vida numa caverna, ela deve encontrar uma maneira de interagir com mulheres grávidas. Compreenda as emoções de sua amiga infértil, e dê a ela a permissão de que precisa para ficar feliz por você, enquanto ela chora por ela mesma. Se ela não conseguir segurar seu bebê recém nascido, dê tempo a ela. Ela não está rejeitando você ou o bebê; ela está apenas tentando trabalhar a dor que sente antes demonstrar a sincera felicidade que sente por você. O fato de que ela esteja disposta a sentir esta dor para celebrar a chegada de seu novo bebê fala muito sobre o quanto a sua amizade significa para ela.

9 - Não os trate como se fossem ignorantes
Por alguma razão, as pessoas parecem pensar que a infertilidade faz com que os casais se tornem irrealistas sobre as responsabilidades de ser pais. Eu não entendo a lógica, mas muitas pessoas me disseram que eu não me importaria muito com um filho se eu soubesse a responsabilidade que estava envolvida em ser mãe. Vamos encarar ­ ninguém pode saber realmente as responsabilidades envolvidas em ser pais até que sejam, eles mesmos, pais. Isto é verdade quer você tenha conseguido conceber após um mês ou dez anos. A quantidade de tempo que você passa esperando por este bebê não influencia na sua percepção de responsabilidade. Mais ainda, as pessoas que passam mais tempo tentando engravidar têm mais tempo para pensar nestas responsabilidades. Elas provavelmente também já estiveram perto de muitos bebês enquanto seus amigos iniciavam suas famílias.

10 - Não insista na idéia de adoção (ainda)
A adoção é uma maneira maravilhosa de casais inférteis se tornarem pais. Entretanto, o casal precisa resolver várias questões antes de estarem prontos para se decidir pela adoção. Antes que eles possam tomar a decisão de amar o "bebê de um estranho", eles precisam primeiro passar pelo luto do bebê que teria os olhos do papai e o nariz da mamãe. Os assistentes sociais que trabalham com adoção reconhecem a importância deste processo de luto. Você precisa, de fato, superar esta perda antes de estar pronto para o processo de adoção. O processo de adoção é muito longo, e não é uma estrada fácil. Por isso, o casal precisa ter certeza de que pode abrir mão da esperança de um filho biológico e que pode amar uma criança adotada. Isto leva tempo, e alguns casais jamais poderão chegar a este ponto. Se seus amigos não puderem amar um bebê que não seja o deles, então a adoção não é a decisão mais acertada para eles, e certamente não é a decisão mais acertada para o bebê.

11 - Deixe que eles saibam que você se importa com eles
A melhor coisa que você pode fazer é mostrar aos seus amigos inférteis que você se preocupa com eles. Mande cartões. Deixe-os chorar em seu ombro. Se eles são religiosos, deixe que eles saibam que você está rezando por eles. Ofereça o mesmo apoio que você ofereceria a um amigo que acabou de perder um ente querido. Apenas o fato de saberem que podem contar com você diminui o peso da jornada e faz com que eles saibam que eles não vão passar por isto sozinhos.

12 - Apóie a decisão deles de parar com os tratamentos
Nenhum casal pode suportar tratamentos de infertilidade para sempre. Em algum ponto, eles vão parar. Esta é uma decisão agonizante para se tomar, e envolve ainda mais dor. Uma vez que o casal tenha tomado a decisão, simplesmente o apoie. Não os encoraje a tentar novamente, e não os desencoraje da adoção, se esta for a opção deles. Uma vez que o casal tenha atingido esta resolução (que seja viver sem filhos ou adotar uma criança), eles poderão finalmente encerrar este capítulo. Não tente abri-lo de novo.  

 "
Escrito por Cláudia Collucci às 13h31


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Menstruação - A história.

Eu não gosto disso. Nunca gostei.

Eu tinha 14 anos. Era dia 06 de abril de 1996. Eu saía da escola por volta de 11:30. No ponto de ônibus senti uma dor nas costas, no coccix sabe? Reclamei para minhas colegas, e elas me disseram que era o "chico" vindo. Eu, toda moleca, batia no peito de não ter "essa coisa" não. Era toda orgulhosa de ser a última da turma a virar mocinha. Não queria aquilo para mim de jeito nenhum. Mas... tem coisa que a gente não escapa, né? Eu tinha que crescer. Era a hora. Cheguei em casa, fui ao banheiro e ao me limpar, lá estava ela.

Eu deixava de ser menina e passava a ser mulher...


Contei para a minha mãe à noite. Ela contou para minha irmã, que contou para a escola inteira. As meninas da escola, no dia sequinte, só falavam sobre isso. Queriam até fazer festinha, no banheiro, queriam cantar parabéns com a velinha em cima de um absorvente!! (olha a criatividade...) eu era só o que elas comentavam... só que eu não estava feliz. Não!! Eu queria me esconder num buraco, eu não queria aquilo para mim. Lembro de chegar em casa, e ir direto para o banheiro, me sentia nojenta. Quando desci a calcinha, ainda sem habilidade, o sangue escorreu pelas minhas pernas, pingou no chão e eu chorei. Que ÓDIO!! 

Nos meses seguintes vieram as cólicas. Muitas, daquelas da gente se contorcer. Uma vez até desmaiei no terminal de ônibus. Péssimo.

Minha salvação veio aos 18 anos. Chamava-se Adoles. Minha grande amiga,  a pílula anticoncepcional (beijo, saudades suas, colega). Melhorou tudo, e quando me dava na telha juntava uma cartela na outra  e ficava meses sem menstruar. Foi minha grande companheira por 11 anos, quando no ano passado, eu a abandonei. Com bons propósitos, claro. Era hora de mudar de novo, de crescer de novo, de ser mãe.

Hoje, reencontro todos os meses aquela menina chorona e revoltada. Ela ainda se olha no espelho e chora quando vê o sangue escorrrendo. Ela ainda se revolta com as dores (thanks God for the Buscopan Duo), ela ainda detesta ficar menstruada, hoje ainda mais... porque a cada mês que isso acontece, significa que meu bebê ainda não veio.

Quarta-feira, 26 dias depois, foi assim de novo. A Intrometida V deu as caras. Um ciclo se fecha, e outro começa. Mas me reservo o direito de sentir o que eu quiser; dor, pesar, agonia, ódio, os sentimentos são meus, o corpo é meu. No dia seguinte, como sempre,  lavamos o rosto e seguimos em frente.

A vida segue, não é mesmo?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Agonia - Intrometida IV

Eu escrevo, basicamente, para desabafar. Então o conteúdo abaixo vai ser pesado. Se você não está num bom momento agora, melhor não ler.

Estou com dor de garganta. E sinto que essa dor vem de mais fundo. Vem de dentro de mim. Sinto que a dor na garganta está ai de tanto eu me segurar. Segurar o choro, os gritos, a fúria.

Terça-feira dia 10, depois dos treinos, tive um pequeno sangramento, acreditei que minha menstruação estaria vindo. Fiquei triste, mas esperei. No dia seguinte nada. Sequinha o dia todo. Passou-se o dia e na  Quinta-feira, de manhã ao acordar, fiz força, pois estava com um incomodo na urina. Ao me limpar o sangue saiu. Foi mais do que da outra vez, ainda escorreu pelas minhas pernas no box. Chorei. Apenas algumas lágrimas, pois hoje eu não tinha tempo para chorar, era meu primeiro dia de treinamento na escola onde possivelmente irei trabalhar. Passei o dia tensa. Me retraindo. Tinha que dar o meu melhor sem transparecer minha angustia, minha decepção, meus problemas. O dia todo não sangrei mais. Mas também não chorei. Como sempre (e como todas nós) a esperança está sempre presente. Marido chegou e eu super sensível, não quis muita conversa.
Até que deitamos na cama, cedo, por volta das 9 da noite. Me recostei em seu peito e desabei. Tudo que eu segurei durante o dia, a semana e esses meses todos, chorei em seu peito, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Dessa vez, chorei de soluçar.

No sábado dia 14 o sangue desceu. Fim da expectativa, fim da angústia e começo de um novo ciclo. Durou exatos 24 dias. Foi até um alívio, depois de tudo que havia  chorado, não havia mais lágrimas. Olhei. E segui em frente. Não há muito o que fazer, há?

Assim...

da internet.

É mais um mês que continuamos como tentantes, sem desistir... jamais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Visita a Doutora GO.

Faz 5 meses que estamos em tentativas e todas sabemos que quanto mais o tempo passa, mais a ansiedade e os medos crescem.

Então resolvi voltar ao consultório da doutora e fazer algumas perguntas, sei lá aliviar meu espírito. Fui lá, e várias gestantes felizes aguardavam na sala de espera. Dá aquela inevjinha do barrigão, mas fiquei quietinha, não conversei com ninguém, nem precisava de uma conversinha dessas, neste momento.

No consultório, é obvio que a médica disse que é muito cedo, e que está tudo bem. Eu tive dois ciclos de 24 dias, e ela me disse que isso prova que eu estou sim ovulando, e essa era a minha maior dúvida. Ela disse que seu não ovulasse eu teria ciclos muito longos. Foi sim um alívio.
Mas, se eu ovulo e se praticamos o dia sim dia não technique, por que é que ainda não engravidei?
A doutora falou que a chance de engravidar em cada ciclo é de 30%, logo se você é daquelas que engravidou logo de cara, ou num "lapso" de memória, ou numa noite muito louca, jogue na loteira darling.... porque nóis aqui, reles mortais, não ganhamos nem no bingo da igreja, rá!!!

Então foi isso, nada de mais, e mais do mesmo. Continuar tentando, rezando e obviamente mês que vem vou apelar para Santo Antônio. Ele já me arranjou um marido, quem sabe num quebra o galho e arruma um neném??

Diz aí alguém fez (faz) promessas? Simpatia? Macumba? Deu certo? To topando tudo!





sábado, 31 de dezembro de 2011

O sentimento da Vitória - que venham as montanhas de 2012

Outro dia disse no meu Facebook que minha vida tinha sido programada no MODO:  HARD, porque o MODO: EASY era para os fracos.

Sempre foi assim. Nada, absolutamente N.A.D.A na minha vida veio fácil. Tudo aconteceu com muito trabalho e muita, mas muita determinação.

Um tempo atrás, perguntei ao marido qual havia sido o dia mais feliz da vida dele; ele pensou, e depois de um tempinho me disse que havia sido o dia que ele havia passado na FUVEST e entrado na melhor faculdade de direito do Brasil. Ele estudo 1 ano e meio. Veio para São Paulo sozinho e empreitou nessa tarefa com dedicação e MUITO esforço. Mereceu.

A minha resposta foi o dia que pisei meus pézinhos no solo Americano. Sozinha.

Eu sempre sonhei em viver lá. De ir pra lá. De conhecer aquele país. Quando eu tinha 18 anos, pedi ao meu pai, e prontamente ouvi um não. Ele me disse que se eu tivesse 80% da grana, ele não teria 20%. Até hoje me recuso em acreditar nisso... acho que ele não tinha a menor idéia do que era. Imaginou um número e assumiu aquele número impossível, e ficou por isso mesmo.
Mas meu sonho continuou, nunca desisti, apenas deixei de lado. 5 anos depois, muitos nãos depois, eu finalmente consegui uma chance. Na época o dólar estava US$1 para R$2,80. Logo para concretizar a viagem tive que trabalhar em 2 empregos. Das 8 da manhã as 11 da noite. Durante 1 ano. Foi puxado. Duro. Toda a papelada, visto, passaporte, grana, emprego, fiz sozinha. Uns dias antes da viagem, meu pai pegou um envelope com US$200 e me entregou. Agradeci. Mas se algo desse errado essa grana não pagava nem o vôo de volta. Fui com a cara e a coragem.
Sabe o que eu senti, depois que passei pela imigração e que tudo tinha dado absolutamente certo? Algo que somente quem lutou muito pra conseguir o que sonha sabe o que é: VITÓRIA.
Você não controla as lágrimas. Você quer gritar. Por dentro um turbilhão passa na sua cabeça. Toda a determinação valeu a pena. E o ÚNICO responsável por isso é VOCÊ. É lindo. É sensacional. É inexplicável.  A melhor adrenalina da minha vida. Voltei depois de 1 ano lá. Realizada. E nunca esqueci o sentimento da chegada.

Muita gente N.U.N.C.A vai sentir isso. E esse é o meu consolo. Quem ganha a vida no modo EASY, nunca vai ter o gostinho da vitória. Nunca vai sentir a adrenalina da conquista.

O que me faz pensar que o baby vai ser, e deve ser a mesma coisa. Imaginem, você não planeja um filho, mas ele vem. Você provavelmente fica assustada, com medo e no fim, acredito, feliz.

Mas... se você sempre sonhou com esse filho. Ele já tem nome. Rostinho. Quarto. Você já o ama antes mesmo de sua concepção. Você planeja e dá o melhor de si para que ele venha no melhor momento de sua vida, onde você poderá dar o melhor de si para ele. E ele demora meses, anos para vir.

Dá pra imaginar a felicidade, o êxtase quando essa criança finalmente é recebida neste lar? Algumas pessoas vão, vamos dizer, ser privilegiadas e  passar por isso, outras já passaram e estão por aí para nos contar (se é que é possível) o sentimento dessa conquista.

Seria outro modo de encarar a luta. Como se Deus estivesse nos dando a oportunidade de vivenciar algo simplesmente MARAVILHOSO. Vou tentar encarar isso como um presente de Deus. Pequenas gotas de felicidade extrema para que essa minha vivência na Terra tenha seu valor.

Que venham as montanhas, pois eu as escalarei. Que venham os rios, pois eu os atravessarei. Que venham os vales que eu os cruzarei...

Colorado Mountains
"Ain't no Mountain High Enough"


Deus me fez assim pois sabia que eu era capaz de superar tudo e de superar a mim mesma. Eu SOU FORTE.
Assim dizia a música:



Feliz 2012 - cheio de Conquistas, pois a Felicidade, vem com ela.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Um Natal sem muito Brilho....

E lá fui eu passar o feriado com a família do marido.



Na casa da vovó.

Casar tem dessas, duas pessoas, duas histórias diferentes e duas famílias construídas de formas totalmente diferentes.

Minha família é explosiva, grande e extremamente festiva. A dele não, é pequena, calma e passiva. Eu tento, faço o que posso para passar um pouco do meu "Q" por festas, mas não se muda uma família inteira. As 11:00 da noite estávamos todos na cama. Sem troca de presentes, sem fogos de artificio, sem aquela comilança toda, sem árvore de natal. Eu nem liguei para a minha família receosa de chorar no telefone.

A família não sabe que estamos tentando um bebê. Nem a dele, nem a minha. Muito menos sabem que está mais difícil do que queríamos. Meu cunhado mais novo (great) engravidou a namorada. Eu nunca gostei dela. De todos os contras que tenho quanto à ela o maior é que ela é uma folgada. Preguiçosa mesmo (veja aqui). Uma anta. Dai que fica difícil de ficar perto dela. Dela e do bebê dela. E adivinha o que aconteceu o tempo todo?

Sim, minha sogra, falou o tempo todo sobre bebês, deu até nome pro nosso bebê: Pedro Henrique. E foi um tal de Pedro Henrique pra lá, e quando o Pedro Henrique vier pra cá. Fora as vezes que ela literalmente esfregou a nova netinha dela na minha cara. Literalmente. Quase jogou a pequena no meu colo várias vezes. Tortura.

Sei que posso parecer uma pessoa má. Afinal pobre bebê, não é mesmo? Que não tem nada a ver com isso. Não pediu para vir ao mundo e etc e tal. Aquele sermão todo. Mas vocês imaginam a dor? Estar num lugar aonde não se queria estar, com pessoas que não se queria estar, vendo alguém que não dá a mínima realizar um sonho que eu planejo por 3 anos?? Muitas de vocês sabem bem do que eu falo. E talvez sintam o que sinto. É difícil, muito difícil mesmo, admitir o sentimento de inveja.

Não que eu sinta isso por todas as pessoas que tiveram filhos. Não mesmo. Amo bebês alheios e fico muito feliz quando vejo alguém trabalhador, honesto e que quis muito, ter um filho. O que é difícil de engolir é quando o contrário acontece. Alguém que nunca lavou um copo, arranja um filho para arrumar a vida. E todo mundo acha normal. Bonitinho. Olha que lindo, ela teve mais um bebê.

Sei que é até feio dizer essas coisas. Mas elas estão no meu coração. Foi uma semana que exigiu muito de mim. Para que eu ficasse quieta, e não falasse o que eu realmente pensava. Fiz minha parte. Marido ficou feliz. Pelo menos alguém. Pajeou a sobrinha o tempo todo (o que doeu mais ainda). Viu os pais. E na hora da ceia quem não apareceu? Os dois irmãos. O do meio e o mais novo. Sumiram. Apareceram depois que todos já haviam ido embora, deram suas desculpas e foram embora. E a gente teve que viajar horas para estar lá... tem coisas que são duras de engolir.

E no casamento temos que abrir mão de muitas coisas. Até da nossa felicidade. As vezes. Respira e reza pro ano seguinte ser totalmente diferente!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Meninas Más não ganham presente de Natal.


Daí que não fui uma boa menina esse ano.

Essa constatação sai do pinga pinga que rola aqui comigo. Isso significa que Papai Noel não vai trazer meu presente. E não terminarei esse ano grávida. Logo, se ele se recusou a dar meu presente posso entender que devo ter sido uma menina muito das más.

Tá eu admito, andei tendo uns comportamentos desagradáveis. Tive sentimentos não apropriados para com algumas pessoas, e dei, sim meus xiliques, xiliquentos por aí...

Mas poxa vida Papai Noel, precisava ser tão cruel assim? A tortura do pinga-pinga é péssima para a mina ansiedade. E tem mais, o Sr. nunca ouviu falar em TPM? Ela é a mais nova amiga das colhegas-sem-pílula, viu? É tipo um vulcão prestes à explodir dentro da gente. Some à isso o problema do ventre vazio e da neurose de todas-as-meninas-de-19-anos-que-ficaram-grávidas-dando-O-golpe e você queria mais o que? Temos vocação pra santa não...

Deixe-me ir ali na lojinha da esquina ver se acho um presente novo para dar neste Natal, pois o que eu havia planejado dar ao marido, is sold out.

Putz, manda uma Smirnoff Ice que to precisando afogar as mágoas....