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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Enoxaparina Sódica após perdas múltiplas.

Eu já tinha ouvido falar desse medicamento. Tinha feito algumas pesquisas e estava disposta a discutir com o meu médico uma possível trombofilia. É sabido que não evolução (ou morte embrionária) da gestação pode estar ligada à Trombofilia.

Fiz alguns exames e pesquisas... procurei um Hematologista. Alguns dos meus exames diziam que sim. Outros que não. Pela avaliação do Hemato, ele não prescreveria o uso da Enoxaparina. 
No começo do ano de 2015, na clínica do Santa Joana, o médico disse que também não recomendaria. Quando cheguei lá, grávida, desesperada por uma solução, por algo que ajudasse levar aquela gestação até o fim, o que eu ouvi foi: - vamos aguardar. Com 6 semanas meus sintomas haviam desaparecido. Fomos à clínica,  e nosso 3º bebê havia parado de se desenvolver...

Resolvemos então mudar de médico. E lá no IPGO foram categóricos que o uso do medicamento poderiam aumentar muito nossas chances. Quando chegamos lá, grávidos e desesperados já saímos de lá com uma caixinha (cara) do medicamento.

Eu não sei se foram as injeções, ou se foi sorte, mas dessa 4ª vez tivemos uma gravidez espontânea e gemelar. Quando isso iria acontecer de novo? Sem gêmeos na família, sem tomar hormônios, nem estimulantes. Vontade divina. Eu não ia correr o risco novamente... aceitei tomar a enoxparina.
Deu certo. Estamos entrando no 8ºmês, quando já começo a entrar em pânico porque falta muito pouco. E é real.

Se seu caso é como  meu, perdas gestacionais por aborto retido, com embriões que param de se desenvolver, converse com seu médico. Pesquise, pois ninguém conhece seu caso melhor do que vc mesma. Veja a possibilidade de testar. Não desista!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Gestar após perdas múltiplas.

Nem tudo são flores. E ninguém consegue entender porque não temos aquele sentimento de felicidade plena. O medo sempre nos ronda. Sempre.
Se vocês já passou por isso deve entender do que eu estou falando. Temor, ansiedade, incertezas. E tem aquele sentimento de que a qualquer momento essa felicidade pode ser tomada de nós.
Eu, por mais que minha barriga esteja bem grandinha, por mais que eu tenha sido abençoada com dois bebezinhos a gestação ainda é muito abstrata. E ninguém fala do luto. Nem eu.
Como deixar os outros 3 bebês que não nasceram? Como velar filhos sem corpo. Não houve funeral, não houve ritual. E para nós eles não era um amontoados de células, eles são nossos filhos que não nasceram. Há um sentimento de culpa, perda e saudade. Eu teria 5 filhos. Eu tenho 5 filhos, 3 em outro plano e 2 no ventre, mas por mais que eu tente eu não esqueço os que se foram. 
Isso gera uma angustia muito grande. Todos esperam que estejamos soltando fogos de artificio, que gritássemos aos 4 cantos, que publiquemos em todas as redes sociais. Não. Nossa vontade era guardar essa gestação só para nós. Gera-la dentro da nossa casa, protegida do mundo. Nosso desejo era só contar ao mundo quando eles nascessem na esperança que assim nenhum mal pudesse os atingir. Queríamos te-los só para nós. E assim fizemos, por um tempo. Passaram as 12 semanas, 16 semanas e só aí começamos contar aos familiares. Muitos não entenderam. Muitos questionaram. Mas qual a necessidade de publicar tudo? Exibicionismo? 
Estamos bem assim. Não precisamos dessa atenção. Nós quatro somo o que importa. Nós 4 somos a nossa família. Ninguém mais. 
Talvez quando o luto passar tenhamos mais coragem, mas sinceramente não vemos necessidade. Ainda não aprendemos a falar do luto, a entender e vivenciar o luto. Algumas coisas acontecem na vida para que entendamos o real valor das coisas. Nesse momento estamos reclusos. Gestando juntos nossos bebês. Sim estamos grávidos. Os dois. Só nós dois. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Mais uma caminhada, desviando de cada pedra.

...Continuando.

Sim. Mais um Positivo! Felizes? Não. Estávamos amedrontados, receosos, apreensivos. Mas renovados em esperanças. 

Com 5, 6 semanas percebi um leve sangramento a tarde. A noite havia aumentado e no meio da noite estava vermelho vivo.  Fomos correndo ao hospital de madrugada. Examinaram e encaminharam para o ultrassom. Fizemos promessas. Rezamos.

E essa foi a imagem que vimos:


Dois Bebês. Dois sacos gestacionais. Nós dois em choque. Deus é maravilhoso. Ele nos reservou algo ainda maior. 
Obrigada meu Deus. Essa era a chance que vinhamos esperando esse tempo todo. Saímos as 5 da manhã do hospital, com o diagnóstico de um pequeno descolamento, nada grave. Repouso e um coração que lutava, rezava e se energizava. Uma gestação natural gemelar. É um sonho sendo realizado em dobro. Era o que eu precisava para recobrar a minha fé.  

Deus é maravilhoso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

4º Positivo. - Nunca desista.

...Continuando
Dr. Arnaldo pediu então que eu voltasse assim que eu menstruasse para começar o tratamento para FIV. Como eu já tinha muitos exames, inclusive os "pré-nupciais" que são obrigatórios não havia porque esperar mais. 

E assim foi. Esperei. Esperei. Esperei. E parecia um filme se repetindo... 

Não veio. POSITIVO. Eu estava grávida pela 4ª vez. Eu sou fértil. Era Deus me mostrando pela 4ª vez que eu não precisava da FIV.

Voltamos ao IPGO com a notícia e desesperados querendo uma orientação para que dessa vez desse tudo certo.
Ele nos orientou, prescreveu vitaminas, Enoxoparina, Progesterona. Estávamos em êxtase, mas extremamente fragilizados.

Era final de Junho eu acabava de entrar de férias, me descobri grávida pela manhã do Domingo e de tarde tomei um tombo no box, lesionei gravemente o tendão do joelho. teria que ficar mais de 2 meses imóvel. Meu apartamento estrava em reforma. Uma explosão de acontecimentos ao mesmo tempo.

Mas quem se importa? Mais um bebê, mais uma chance!

Tenha Fé.


...continua